Os 6 direitos de aprendizagem na Educação Infantil

Entenda como a escola pode garantir os 6 direitos de aprendizagem das crianças de forma leve e contínua

Um pouco diferente dos outros níveis de ensino, na educação infantil, são explorados os seis direitos de aprendizagem e os campos de experiência definidos na versão atual da BNCC (Base Nacional Curricular Comum).

As crianças de 0 a 5 anos possuem esses aspectos fundamentais como principal referência no desenvolvimento acadêmico e individual. Dito isso, elaboramos para você, um conteúdo riquíssimo sobre os seis direitos de aprendizagem.

Acompanhe-nos!

Por que os direitos de aprendizagem são obrigatórios na Educação Infantil?

De acordo com a DCNEI (Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil), existem eixos estruturantes das práticas pedagógicas para seguir na educação básica para crianças de 4 a 5 anos.

O documento menciona “interações e brincadeiras, experiências por meio das quais crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização”.

Com isso, a BNCC trouxe uma abordagem diferenciada para os alunos da Educação Infantil, inspirada nos eixos estruturantes descritos acima.

O documento menciona que a aprendizagem deve ocorrer em “situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural”.

Os seis direitos de aprendizagem

À medida que as crianças crescem, a organização dos processos educacionais se adapta às situações de aprendizagem. Confira abaixo os direitos que as crianças têm de aprender de forma positiva e saudável:

1º direito: Conviver

Trata-se de promover a convivência das crianças em grupos, sejam eles grandes ou pequenos, com pessoas de outras idades a partir do uso de linguagens variadas.

Ao garantir um amplo conhecimento de si mesmo e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas, os alunos aprendem a conviver com as diferenças pessoais e culturais.

A escola, enquanto instituição de ensino, deve estimular o olhar para o próximo. A empatia desde cedo para que a criança cresça se torne um cidadão mais consciente com as pessoas e o mundo a sua volta.

2º direito: Brincar

A BNCC reforça o direito do brincar cotidianamente em diversas formas, espaços, tempos e parceiros de brincadeira, sejam crianças ou adultos. Com esse estímulo, amplia-se e diversifica-se as possibilidades de novas ideias.

Ou seja, o acesso a produções culturais fica mais estreito. A criança consegue trabalhar sua imaginação, criatividade, emoções e autoconhecimento. Além de ter o privilégio de aperfeiçoar experiências sensoriais, corporais, cognitivas, sociais e expressivas.

Para aplicar as brincadeiras na rotina da criança é necessário diversificá-las para explorar ao máximo suas potencialidades e estimular a autonomia dos pequenos para escolher as suas atividades favoritas e brincar livremente.

3º direito: Participar

É importante que as crianças participem de forma ativa no planejamento da gestão da escola e das atividades cotidianas. Mas você deve estar se perguntando como isso deve acontecer.

Bem, elas precisam ter a oportunidade de escolher as brincadeiras, os materiais e os ambientes de aprendizagem que auxiliam no desenvolvimento de diferentes linguagens. Envolver as crianças em todas essas etapas, faz com que comecem a tomar decisões e se posicionem diante suas preferências.

Isso contribui muito para a sua formação de cidadania e valores.

4º direito: Explorar

Esse direito permite que as crianças possam explorar, dentro e fora da escola, os movimentos, sons, gestos, texturas, palavras, cores, emoções, transformações, formas, histórias, elementos da natureza, relacionamentos, entre outros aspectos.

Promover o contato com a arte, a ciência, a tecnologia e a cultura, contribui ainda mais para a construção de conhecimento e diversidade. Tudo se torna mais natural e possível aos olhos das crianças.

5º direito: Expressar

Através de diferentes linguagens, a criança deve se expressar. Ela precisa entender sua importância como sujeito ao expressar suas necessidades, emoções, dúvidas, sentimentos, descobertas, questionamentos, opiniões, entre outros.

Como incentivar esse mecanismo? Estimular rodas de conversas e momentos de fala em conselhos e debates para que os pequenos aprendam a argumentar sobre decisões que afetam o coletivo também.

Pensar no próximo, questionar. Esses são direitos de qualquer pessoa, e por que não poderia ser de uma criança?

6º direito: Conhecer-se

Quando a criança começa a conhecer-se, ela constrói sua identidade pessoal, social e cultural, formando uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas no ambiente escolar e em seu contexto familiar.

Garantindo esse direito, a criança se torna um ser questionar, observador, capaz de levantar hipóteses, julgar e pensar de forma mais específica. O direito de conhecer-se deve ser aplicado desde cedo, ainda nos bebês.

Exemplos disso, são em situações que eles podem ficar frente ao espelho e se observar. Ao ter esses momentos, a criança desperta a consciência sobre seu corpo e se reconhece como pessoa, e não objeto.

Como é essencial seguir os direitos de aprendizagem na Educação Infantil. Eles transformam nossas crianças em seres humanos mais conscientes e independentes, capazes de escolher o que é melhor para si, tendo empatia com o próximo.

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